Durante todo o Festival do Rio, que terminou no dia 7 de outubro, a Mostra Geração promoveu a Oficina Geração, cujo o tema desse ano foi Making Of. Os encontros foram ministrados pelos jovens realizadores Cavi Borges, Luciano Vidigal, Gustavo Melo e Abelardo de Carvalho. O resultado final da Oficina Geração você irá conferir aqui, durante essa semana. Serão postados diariamente, a partir de hoje, dia 18 de outubro, um vídeo produzido pelos jovens que passaram pelo Pavilhão do Festival. O vídeo abaixo foi realizado no dia 29 de setembro. Confira!
A Mostra Geração é o segmento infanto-juvenil do Festival do Rio, o maior evento audiovisual da América Latina.
Esse ano estamos celebrando 15 anos.
São vários Programas:
O Internacional, inclui longas vindos de várias partes do planeta/do mundo com temáticas focadas nas crianças e nos jovens.
O Vídeo Fórum apresenta e debate os trabalhos produzidos por eles mesmos.
É o momento de ver na tela grande a sua própria produção.
Além disso, a Mostra Geração oferece encontros especiais para educadores e diversas atividades.
Fique de olho: o Festival do Rio 2014 acontecerá entre 24 de setembro e 08 de outubro.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Eu fui Voluntário na Mostra Geração

Com certeza, o Festival do Rio teria muita dificuldade de acontecer, se não contasse com a participação dos 200 voluntários que colaboraram na edição 2010. Peças essenciais no desenvolvimento do evento, esse grupo de pessoas ingressa no Festival do Rio no primeiro dia e ali permanece até o último filme. A Mostra Geração contou esse ano com um time de 18 voluntários, divididos em dois turnos: manhã e tarde. Foram 15 dias de muita ralação, subindo e descendo escadas, organizando filas, distribuição de brindes, ajudando na chegada e saída de crianças e jovens que foram participar da Mostra Geração.
Muitos dos voluntários participaram pela primeira vez, como o estudante de Comunicação Social Daniel Machado e a futura cineasta Monique Rodrigues. Outros, como a estudante do curso de Relações Públicas, Flávia Pereira, e o mais jovem do grupo, o pernambucano Vinícius Gouveia, retornaram para o segundo ano de voluntariado na Mostra Geração. Para todos, mesmo para aqueles que voltaram esse ano, participar da Mostra Geração/Festival do Rio, foi uma experiência enriquecedora em vários aspectos. Seja no fato de vivenciar mais de perto esse grande evento, de se sentir inserido, como parte da produção de algo tão grandioso. Seja como a oportunidade de conferir filmes que provavelmente não teria acesso ou deixaria passar desapercebido.
- Eu gostei muito de ter participado, foi uma experiência que me trouxe uma nova percepção sobre filmes para o segmento infanto-juvenil – comentou Monique Rodrigues.
Para Daniel, o clima leve e familiar, predominante na Mostra Geração durante todo o Festival foi o que mais o agradou. Sem falar no fato da Mostra inserir crianças e jovens - que provavelmente pouco freqüentam ou nunca foram a uma sala cinema - no universo cinematográfico, além de incentivar a produção audiovisual feita por e para esse público.
- O que mais me chamou atenção nos dias em que trabalhei na Mostra Geração foi a quantidade e a intensidade de trabalho necessários para a realização da mostra e a necessidade que se tem de solucionar problemas imprevistos de maneira rápida e eficaz – declarou o estudante de Comunicação.
A voluntária Flávia Pereira considera a Mostra Geração um dos mais importantes segmentos do Festival do Rio, pois ensina e insere a criança e o adolescente no mundo da sétima arte. Segundo ela, insere ao proporcionar a ida à sala de cinema. E educa ao escolher filmes que tenham realmente algo a acrescentar. Além de oferecer ao público jovem a oportunidade de expressar através do voto popular, dizendo se o filme agradou ou não.
- A Mostra Geração é especial e essencial na formação de um público crítico e não só passivo, que aceita assistir qualquer coisa – disse Flávia.
A grande preocupação de Vinícius Gouveia é se ele poderá colaborar ano que vem, pois de forma alguma quer ficar de fora da Mostra Geração. Além de atuar como voluntário, o jovem estudante de cinema de Recife, também apresentou um curta-metragem no Programa Vídeo Fórum. Ele ficou encantado com a Mostra Geração já no seu primeiro contato. Considera louvável o trabalho desenvolvido, não apenas por formar o público de amanhã, mas também ouvi-lo hoje com seriedade e respeito.
- Como a Mostra Geração é um evento que me encanta tanto, trabalhar como voluntário é um prazer. Eu sinto estar colaborando num projeto que me fez falta. Embora seja cansativo e exija muita atenção - trabalhar com crianças requer muito cuidado - , eu me sinto recompensado quando o público infantil está vendo uma seleção de filmes diferenciados e em debates que valem a pena. Por mais que o trabalho seja difícil, o resultado dele compensa. A experiência é enriquecedora e dá vontade de vivê-la nos próximos anos! – finalizou ele.
As portas da Mostra Geração estarão sempre abertas para aqueles que por aqui estiveram. Vale lembrar, que pela equipe de voluntários e colaboradores já passaram nomes que hoje se destacam no mercado cinematográfico. Do filme 5 X FAVELA – AGORA POR NÓS MESMOS, três diretores são cria da Mostra Geração: Luciana Bezerra, Manaíra Carneiro e Luciano Vidigal. Também pela Mostra Geração passaram Felipe Bragança, do filme A ALEGRIA, e Gustavo Melo, do curta-metragem A DISTRAÇÃO DE IVAN. Detalhe: todos eles estiveram apresentando seus respectivos filmes na última edição do Festival de Cannes, o mais importante do mundo. E tudo começou por aqui, pela Mostra Geração.
Muitos dos voluntários participaram pela primeira vez, como o estudante de Comunicação Social Daniel Machado e a futura cineasta Monique Rodrigues. Outros, como a estudante do curso de Relações Públicas, Flávia Pereira, e o mais jovem do grupo, o pernambucano Vinícius Gouveia, retornaram para o segundo ano de voluntariado na Mostra Geração. Para todos, mesmo para aqueles que voltaram esse ano, participar da Mostra Geração/Festival do Rio, foi uma experiência enriquecedora em vários aspectos. Seja no fato de vivenciar mais de perto esse grande evento, de se sentir inserido, como parte da produção de algo tão grandioso. Seja como a oportunidade de conferir filmes que provavelmente não teria acesso ou deixaria passar desapercebido.
- Eu gostei muito de ter participado, foi uma experiência que me trouxe uma nova percepção sobre filmes para o segmento infanto-juvenil – comentou Monique Rodrigues.
Para Daniel, o clima leve e familiar, predominante na Mostra Geração durante todo o Festival foi o que mais o agradou. Sem falar no fato da Mostra inserir crianças e jovens - que provavelmente pouco freqüentam ou nunca foram a uma sala cinema - no universo cinematográfico, além de incentivar a produção audiovisual feita por e para esse público.
- O que mais me chamou atenção nos dias em que trabalhei na Mostra Geração foi a quantidade e a intensidade de trabalho necessários para a realização da mostra e a necessidade que se tem de solucionar problemas imprevistos de maneira rápida e eficaz – declarou o estudante de Comunicação.
A voluntária Flávia Pereira considera a Mostra Geração um dos mais importantes segmentos do Festival do Rio, pois ensina e insere a criança e o adolescente no mundo da sétima arte. Segundo ela, insere ao proporcionar a ida à sala de cinema. E educa ao escolher filmes que tenham realmente algo a acrescentar. Além de oferecer ao público jovem a oportunidade de expressar através do voto popular, dizendo se o filme agradou ou não.
- A Mostra Geração é especial e essencial na formação de um público crítico e não só passivo, que aceita assistir qualquer coisa – disse Flávia.
A grande preocupação de Vinícius Gouveia é se ele poderá colaborar ano que vem, pois de forma alguma quer ficar de fora da Mostra Geração. Além de atuar como voluntário, o jovem estudante de cinema de Recife, também apresentou um curta-metragem no Programa Vídeo Fórum. Ele ficou encantado com a Mostra Geração já no seu primeiro contato. Considera louvável o trabalho desenvolvido, não apenas por formar o público de amanhã, mas também ouvi-lo hoje com seriedade e respeito.
- Como a Mostra Geração é um evento que me encanta tanto, trabalhar como voluntário é um prazer. Eu sinto estar colaborando num projeto que me fez falta. Embora seja cansativo e exija muita atenção - trabalhar com crianças requer muito cuidado - , eu me sinto recompensado quando o público infantil está vendo uma seleção de filmes diferenciados e em debates que valem a pena. Por mais que o trabalho seja difícil, o resultado dele compensa. A experiência é enriquecedora e dá vontade de vivê-la nos próximos anos! – finalizou ele.
As portas da Mostra Geração estarão sempre abertas para aqueles que por aqui estiveram. Vale lembrar, que pela equipe de voluntários e colaboradores já passaram nomes que hoje se destacam no mercado cinematográfico. Do filme 5 X FAVELA – AGORA POR NÓS MESMOS, três diretores são cria da Mostra Geração: Luciana Bezerra, Manaíra Carneiro e Luciano Vidigal. Também pela Mostra Geração passaram Felipe Bragança, do filme A ALEGRIA, e Gustavo Melo, do curta-metragem A DISTRAÇÃO DE IVAN. Detalhe: todos eles estiveram apresentando seus respectivos filmes na última edição do Festival de Cannes, o mais importante do mundo. E tudo começou por aqui, pela Mostra Geração.
Foto: Conrado Krivochein
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Uma turma unida ou uma gangue?
Resenha Crítica do filme CROCODILOS, o preferido pelo público da Mostra Geração 2010(VorstadtKrokodile)
Alemanha, 2009, 98 min.
Direção: Christian Ditter
Por Bia A. Porto e Raphael Dias Nunes
O vencedor da Mostra Geração 2010, eleito pelo júri popular infanto-juvenil, já era um campeão de bilheteria em seu país de origem. Na Alemanha, Crocodilos vai ganhar a sua segunda seqüência (VorstadtKrokodile III) em 2011. Tanto sucesso é resultado de muita ação, diversão e de um lema: justiça, valentia e amizade.
Um crocodilo é o símbolo de uma turma de meninos e uma menina, por volta dos 10 anos, que agitam uma pacata cidade. Para se tornar um membro legítimo dos Crocodilos, Hannes precisou passar por uma prova extremamente arriscada, colocando sua própria vida em jogo. Apesar de unidos, os Crocodilos têm as suas diferenças e discutem de vez em quando. Por serem numerosos e capazes de enfrentar desafios, o grupo facilmente se depara com intimidação, arruaça e covardia.
Como se tudo isso já não fosse emoção suficiente, a chegada de Kai, um menino cadeirante, vai mostrar que os Crocodilos ainda precisam superar muitas coisas. Kai fortalece a cooperação e os elos de lealdade entre eles. O que, em um confronto com rapazes mais velhos, evidencia as diferenças entre uma turma de amigos e uma gangue.
A aventura se desenrola com seqüências de ação bem executadas e bastante divertidas. É incrível o número de situações que o criativo roteiro explora para a cadeira de rodas. Cada personagem se destaca por alguma característica especial, mas o garoto Elvis, que, carrega o nome de um mito da cultura pop e não desgruda de seu fone de ouvido, conquista os pais e avós que assistirem ao filme ao citar o nome de Sid Barret, da lendária banda britânica Pink Floyd. Entretanto, a trilha sonora não é o melhor do filme, apesar de seguir tendências atuais da música dirigida ao público adolescente. Mas isso não compromete o prazer de assistir a produção de Christian Ditter. Os Crocodilos são excepcionais!
Alemanha, 2009, 98 min.
Direção: Christian Ditter
Por Bia A. Porto e Raphael Dias Nunes
O vencedor da Mostra Geração 2010, eleito pelo júri popular infanto-juvenil, já era um campeão de bilheteria em seu país de origem. Na Alemanha, Crocodilos vai ganhar a sua segunda seqüência (VorstadtKrokodile III) em 2011. Tanto sucesso é resultado de muita ação, diversão e de um lema: justiça, valentia e amizade.
Um crocodilo é o símbolo de uma turma de meninos e uma menina, por volta dos 10 anos, que agitam uma pacata cidade. Para se tornar um membro legítimo dos Crocodilos, Hannes precisou passar por uma prova extremamente arriscada, colocando sua própria vida em jogo. Apesar de unidos, os Crocodilos têm as suas diferenças e discutem de vez em quando. Por serem numerosos e capazes de enfrentar desafios, o grupo facilmente se depara com intimidação, arruaça e covardia.
Como se tudo isso já não fosse emoção suficiente, a chegada de Kai, um menino cadeirante, vai mostrar que os Crocodilos ainda precisam superar muitas coisas. Kai fortalece a cooperação e os elos de lealdade entre eles. O que, em um confronto com rapazes mais velhos, evidencia as diferenças entre uma turma de amigos e uma gangue.
A aventura se desenrola com seqüências de ação bem executadas e bastante divertidas. É incrível o número de situações que o criativo roteiro explora para a cadeira de rodas. Cada personagem se destaca por alguma característica especial, mas o garoto Elvis, que, carrega o nome de um mito da cultura pop e não desgruda de seu fone de ouvido, conquista os pais e avós que assistirem ao filme ao citar o nome de Sid Barret, da lendária banda britânica Pink Floyd. Entretanto, a trilha sonora não é o melhor do filme, apesar de seguir tendências atuais da música dirigida ao público adolescente. Mas isso não compromete o prazer de assistir a produção de Christian Ditter. Os Crocodilos são excepcionais!
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