A Mostra Geração é o segmento infanto-juvenil do Festival do Rio, o maior evento audiovisual da América Latina.

Esse ano estamos celebrando 15 anos.

São vários Programas:

O Internacional, inclui longas vindos de várias partes do planeta/do mundo com temáticas focadas nas crianças e nos jovens.

O Vídeo Fórum apresenta e debate os trabalhos produzidos por eles mesmos. É o momento de ver na tela grande a sua própria produção.

Além disso, a Mostra Geração oferece encontros especiais para educadores e diversas atividades.

Fique de olho: o Festival do Rio 2014 acontecerá entre 24 de setembro e 08 de outubro.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

CINECARIOCA RECEBE MAIS UMA SESSÃO DA MOSTRA GERAÇÃO

ATENÇÃO COMPLEXO DO ALEMÃO! Hoje, dia 4 de outubro, é dia de cinema. Às 14h30, tem mais uma sessão da MOSTRA GERAÇÃO no CineCarioca Nova Brasília. O filme programado é TOM, O GAROTO MALANDRO. 

O filme é recomendado para crianças acima de 5 anos e será dublado ao vivo. A programação inclui também o curta-metragem brasileiro SONHOS, animação de Andressa Lyrio. 

Em TOM, O GAROTO MALANDRO, crianças de 5 anos se perdem durante um passeio na floresta, depois que a professora come uma frutinha e desfalece. Tentando voltar para casa, encontram Tom, um garoto de 14 anos que se evadiu da escola e vive em um velho carvalho. Tom promete ajudá-los quando tiverem desaprendido tudo que aprenderam na escola.



Já no curta de animação SONHOS, Malena vive em um mundo preto e branco. Mesmo com uma porta ao seu alcance para escapar, ela permanece prisioneira de seus próprios medos. Até que um dia algo acontece e ela penetra em seus próprios sonhos.

SONHOS

O CineCarioca Nova Brasília fica na Rua Nova Brasília, Praça do Terço, s/n, Complexo do Alemão. Imperdível!

PROGRAMA INTERNACIONAL AGITA O ESTAÇÃO RIO NESSA SEXTA-FEIRA

A MOSTRA GERAÇÃO segue a mil por hora. Hoje, dia 4 de outubro, no Estação Rio 1, o Programa Internacional tem duas sessões programadas, uma de manhã e outra a tarde.

Às 9h, terá reprise do filme MÃE, EU TE AMO e do curta-metragem CABEÇA DE PAPELÃO.

Em MÃE, EU TE AMO, de Janis Nords, Raimonds é um pré-adolescente que mora com a mãe e aprende saxofone na escola. Ao ser acusado de uma brincadeira de mau gosto com uma menina no ensaio da banda, leva mais uma advertência para casa. Tentando evitar que a mãe saiba do ocorrido, Raimonds se enreda em uma série de mentiras e atitudes que ficam cada vez mais complicadas e perigosas.

 

Já o curta CABEÇA DE PAPELÃO, é uma animação carioca dirigida por Quiá Rodrigues. Antenor nasceu diferente. Na escola, só aprendia o inverso do que os professores ensinavam e nunca fazia o que esperavam dele. Era muito ponderado. Baseado em história de João do Rio e desenhos de J. Carlos.

CABEÇA DE PAPELÃO

Quem estiver de bobeira a tarde, não pode perder às 14h30, a belíssima produção AYA, animação francesa, dirigida por Marguerite Abouet e Clément Oubrerie. Aya é jovem e quer estudar medicina. Mora em Yopougon, uma comunidade pobre e perto de Abidjan, a cidade mais rica da Costa do Marfim. Ela e suas amigas sonham com amor e riqueza. O desenho reproduz preciosamente a geografia e a vida local, além de aspectos das relações sociais e familiares de um povo que influenciou muito a cultura brasileira.

AYA

O curta brasileiro que será exibido antes, também é uma animação: A GALINHA QUE BURLOU O SISTEMA, dirigido por Quico Meirelles. Numa granja industrial, uma galinha revendo sua história visualiza e toma consciência da engrenagem que rege sua vida. Ela acredita que as coisas podem ser diferentes e vai tentar fazer essa mudança acontecer. 

A GALINHA QUE BURLOU O SISTEMA

As duas sessões de hoje do Programa Internacional são recomendadas para jovens a partir de 14 anos. O Estação Rio fica na rua Voluntários da Pátria, 35, Botafogo.

RESENHA CRÍTICA DE TOM, O GAROTO MALANDRO (TOM LE CANCRE)

O AVESSO DAS COISAS
Por Rita Migliora


Tom, O Garoto Malandro é um filme de Manuel Pradal, que conta uma fábula onde as crianças são as protagonistas. Narra a história de crianças pequenas que vão fazer um passeio na floresta com sua professora. Enquanto estão felizes numa brincadeira de adivinha, a professora come uma fruta silvestre e desmaia. A partir daí, Pradal conduz uma fantástica aventura. As crianças pensam que a professora (Sophie) está morta, saem em busca de ajuda e acabam se perdendo. Elas, então, encontram um rapaz de 14 anos de idade, Tom, que fugiu para lá após a morte dos pais. Ele vive em uma árvore de carvalho antigo e propõe um acordo a elas: se elas desaprenderem tudo o que aprenderam na escola, ele as leva de volta para seus pais. Tom e as crianças vão viver num mundo onde a experiência e o instinto são a essência do conhecimento.

Mas as crianças que encontram Tom não são todas as que se perderam. Somente as que apresentaram maior ingenuidade e bondade infantil, além do Pequeno Paul, um menino que se junta à turma, mas não fala. Destas personagens se aproximarão ainda o homem lobo e um grupo de circo.


Com um enredo simples, Pradal retrata um caminho de descobertas e crescimento através do qual as crianças como protagonistas de suas vidas começam a alcançar a autonomia. O símbolo do lobo é apresentado como uma natureza inconveniente e inóspita, representando os testes de iniciação a serem superados sem a ajuda dos conhecimentos adquiridos até aquele momento. Ao mesmo tempo em que estão livres da primeira infraestrutura social, a família, possibilitando a livre expressão de suas emoções espontâneas, também perdem a tranquilidade que este pertencimento acarreta.


As crianças acreditam nas boas intenções de Tom, com seu jeito vagabundo. Convivem com o homem lobo e reencontram uma professora que perdeu a memória. Isso os remete mais ainda a um mundo de fantasia, com sua criativa imaginação. Um bom filme para todas as idades.

Cabe destacar que este longa-metragem é resultado de um workshop com crianças de 4 a 6 anos das escolas infantis de “Chaplin”, onde algumas apresentaram grande habilidade artística, redundando nesta produção executada pela Lanterna Mágica.

Rita Migliora é doutora em Ciências Sociais e integra o Grupo de Pesquisa em Educação e Mídia (GRUPEM), vinculado ao Departamento de Educação da PUC-Rio e coordenado pela professora Rosália Duarte.